"Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta, e vai se fazendo. Eu, no ano que estamos, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado e não no presente."


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Vou me divorciar. E o meu filho(a), como fica? Parte 2

Devo me separar?

 Diversas pesquisas demonstram que hoje há uma mudança nas expectativas em relação ao casamento e nos papeis conjugais.
Uma das principais mudanças no contexto do casamento no seculo XXI é a valorização da subjetividade. O casamento, anteriormente, foi colocado como projeto principal de muitas pessoas porém hoje em dia, o foco está na valorização pessoal, sexual, profissional, ou seja, a valorização do sujeito como um ser diferenciado e que garante sua felicidade por si só. Logo, o casamento hoje ocorre em um ambiente onde se preza pela autonomia individual e pela diferenciação entre o casal e cada membro.O espaço é compartilhado mas a liberdade e autonomia deve ser preservada.
Ainda nesse contexto de preservação da individualidade, pode-se ver que os casais prezam pela reciprocidade e menos pela  obrigação, logo, não há mais a mesma força dada à frase "até que a morte nos separe'. Alguns estudiosos afirmam que no casamento hoje valoriza-se mais a intensidade do que a eternidade.
Muitos casais acreditam que para haver o casamento é necessário o amor(um conceito subjetivo), sendo este medido hoje em dia pela intensidade. Por essa concepção de amor, o relacionamento deve ser intenso  e quando não é, consideram que o amor acabou. Confunde-se paixão com amor.  Criam-se relacionamentos superficiais  e efêmeros, que criam laços mas laços frouxos que podem ser facilmente desfeitos. Formam-se  vínculos mas vínculos frágeis. Como alguns dizem, cria-se o amor liquido.
As pessoas se casam motivadas por fatores subjetivos como companheirismo, amor, segurança emocional e motivadas também por desejos e expectativas em relação ao companheiro. O peso maior está na relação e não no casamento em si como uma instituição. Não vai ser a família ou a sociedade que vai ter maior influencia nessa escolha e sim o que cada um percebe em relação a sua felicidade no casamento.
Ou seja, são suas expectativas e a do parceiro e fatores subjetivos que movem e mantém ou não o casamento.Resumindo, as pessoas não aceitam mais que o seu parceiro não corresponda às suas expectativas de felicidade e por isso rompem a união,
Quando um casal se separa é porque essa relação não corresponde mais às suas expectativas, aos seus desejos, seja porque o casal não quer mais lutar por essa relação, seja porque há desrespeito, seja porque os dois simplesmente não querem mais. 
Atente-se que independente do motivo,  todos os motivos indicam um problema visível: a separação física ocorre quando já há uma separação, um distanciamento afetivo entre o casal.O distanciamento em si não é o problema real mas sim consequência. No fim, cabe ao casal decidir o que fazer quanto a esse distanciamento e quanto as causas que levaram a ele. Não é fácil analisar o que esse distanciamento quer dizer, ainda mais em dias em que o superficial é a regra. Analisar requer que nos envolvamos nisso tudo e que vejamos nossos erros também, parar de culpar o outro e sair desse lugar de cima. Requer que nos façamos presente .
Tire um tempo pra você, passe um tempo com pessoas queridas, repense e esfrie a cabeça e tome sua decisão depois de tentar  ver mais de um angulo do seu problema.
Não tem problema em pensar e analisar o que te faz pensar no divórcio,na verdade, essa é uma das melhores estratégias : pare e pense (não fuja, fugir não vai solucionar nada). Contudo, não pense tudo de uma vez, vá com calma.Uma boa noite de sono pode nos ajudar a clarificar e entender melhor determinados aspectos. E por fim, converse com seu parceiro/parceira e escute o que ele/ela tem a dizer.


Algumas perguntas podem te ajudar a refletir sobre essa decisão:

      1)O que eu espero do casamento?
      2) Pergunte a si mesmo: minha expectativa em relação ao casamento é tão grande que me torna inflexível?
      3)O que me faz querer me separar?
      4)O que me faria continuar junto nesse relacionamento?
      5)Eu ou meu filho(a) estamos em perigo devido a esse relacionamento?
      6)Estou disposto a ouvir e flexibilizar se necessário?
      7)Meu parceiro(a) está disposto a ouvir e a flexibilizar se necessário?
      8)Como eu lido com os problemas que surgem no relacionamento?
      9)O que me faz feliz ? Quantas vezes por semana tenho feito algo que me faça feliz?


*Nesse momento, a terapia de casal pode ajudar e muito a identificar os problemas reais ( e não ficar preso em falas de acusações ) e ver possíveis soluções a esses conflitos. Mas para tal, é necessário que os dois se desprendam desse lugar de acusar o outro e se proponham a escutar e praticar a mudança. 


*Deixar de se separar por conta dos filhos não é garantia de um ambiente saudável e bom para os eles. Muitas vezes o casal continua junto mas briga constantemente, tornando o lar e as relações  destrutivas e transformando a família em um ambiente de guerra. O filho(s) não saberá qual lugar pisar dentro de casa sem que seja atingido pelas bombas que os pais jogam e não saberá como se proteger disso tudo. Mesmo se não for uma guerra declarada, o seu filho percebe que há algo errado e se nada é feito para mudar , é provável que piore.


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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Vou me divorciar. E o meu filho(a), como fica?

Ao se consultar as estatísticas  do Registro Civil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e outras diversas fontes (revistas, jornais, pesquisas de campo...) consta-se que o número de divórcios no Brasil é  muito alto. E muitos desses casais que resolvem se separar possuem filhos.

Dada essa grande demanda, muitos pais procuram ajuda ou tentam lidar com isso da melhor forma possível. Porém, muitos  não sabem como lidar com o divórcio e muito menos como lidar com os filhos nesse momento tão delicado. 

Por esse motivo, farei algumas postagens direcionadas ao divórcio e enfrentamento do mesmo quando há filhos resultantes dessa união. 

Começo indicando uma cartilha feita pelo CNJ , chamada Cartilha do Divórcio para os Pais. Essa cartilha possui várias informações importantes e procura orientar os pais nesse processo de separação.

Primeiramente, seria interessante atentar que apesar de estar focando no divórcio, que é  o rompimento legal do vínculo estabelecido pelo casamento civil, a separação de vínculo formado pela união estável ou a quebra de qualquer outro tipo vinculo onde existia comunhão de vida também produz efeitos semelhantes nos filhos. Ou seja, independente do tipo da separação, os filhos devem ser orientados e compreendidos nesse processo.


Como já dito por vários meios de comunicação, familiares, estudiosos e sociedade no geral, o divórcio pode trazer diversos problemas. A realidade dos pais, da criança e dos familiares é alterada. Todos precisam se adequar a uma nova formação de família e ao processo de mudança que isso acarreta.

Apesar da realidade mudar, os pais devem se lembrar que seu papel ainda continuará o mesmo.
Os motivos que levaram aquele casal a serem pais podem ser diversos: por amor, por acreditar que o mundo pode ser melhor, por ser um rito de passagem, por  gostar de crianças, para crescer, para entender seus pais, por descuido... Cada um terá seus motivos pessoais mas nada tira o fato de que esse papel de mãe e de pai continuará até o final da vida de seu filho(a), independente do que vocês decidam como um casal ou separadamente. Sua vida amorosa não exclui esse seu papel!!
Logo, o divórcio não deve separar filhos dos pais. Quem estão se separando são os dois, como um casal, e  não como pai/mãe do filho(a).







Segunda parte em breve.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Ensaios de Ironia

            Hoje irei falar um pouco sobre o Blog de Marcos Rocha: Ensaios de Ironia. O blog começou a pouco tempo e já demonstra ter grande potencial para promover reflexões. Ele contém diversas postagens interessantes, com criticas e reflexões sobre a politica, religião e situações do cotidiano. Se você  gosta de crônicas, aproveite que lá é um prato cheio para você!

Confira abaixo :


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Simpatia X Empatia

A diferença entre agradar alguém e o compreender é sutil. Ao tentar agradar, costumamos falar e agir de formas socialmente aceitas: sorrir, dar conselhos, ser solidário... Contudo, a maioria dessas ações são feitas buscando aprovação social, buscando ser SIMPÁTICO.Busca-se, ao tentar agradar alguém e não o compreender, ter uma boa imagem , a imagem de alguém que se empenha e merece se admirado.
O problema é que nem sempre tentar agradar alguém fará que ela se sinta melhor, que ela se sinta compreendida, pois ela não foi acessada. O problema dela foi visto de forma superficial e sua dor não foi entendida.

Para entender a dor do outro, é necessário se envolver, se colocar no lugar do outro, identificar seus sentimentos e modo de ser .É necessário ser EMPÁTICO. Não é só porque não vemos problema em determinada situação que o problema não exista para outra. Um exemplo simples é o medo de falar em público. Algumas pessoas vão ter esse medo, outras não. Mas o fato de algumas não sentirem isso não faz com que o medo de outras não exista.  
O problema daquela pessoa existe independentemente se você concorda ou não com ele, se você acha que ele é valido ou não. Por isso, muitas vezes quando queremos ser somente simpáticos, damos conselhos como "Ah, mas que besteira se preocupar com isso", 'Que chato em!', "Você não tentou só enfrentar seu medo não?". Quem escuta de fora, pode até concordar com você que você está sendo solidário ,prestativo e ajudando a lidar com a situação mas na verdade, você está pensando , sentindo e argumentando como você faria. É o que você acredita ser certo, o que você entende de maneira unilateral . 
Compreender a pessoa, ser empático, exige que você dialogue, escute como a pessoa pensa, sente , enxerga e lida com aquela situação. É  você tentar entender a pessoa a partir do ponto de vista dela e não do seu.No fundo , ser empático é tirar o foco de você e colocar o foco no outro. 
Entendendo o outro, podemos buscar  dentro de nós mesmos situações, sentimentos, pensamentos parecidos e tornar isso uma forma de conexão. 
Ser empático é um exercício diário porém muito gratificante. Ao ser empático, desamarramos alguns nós ligados a preconceitos , nos abrimos a novos mundos, acessamos novas formas de pensar, de sentir e de agir em determinada situação, aumentamos nossos aprendizados e com isso tudo, crescemos. 

O vídeo abaixo ilustra bem a diferença entre simpatia e empatia. Vale a pena assistir.




quinta-feira, 10 de setembro de 2015

E quando minha preocupação não me faz bem?

Preocupação. Está ai uma coisa que nos acompanha desde pequenos. Nos preocupamos se vamos conseguir realizar uma tarefa, se vamos ser sucedidos , se vamos dar conta de algo... Enfim, podemos nos preocupar com várias coisas. Mas até quando a preocupação não se torna demais? Até quando ela ultrapassa o nível e nos torna preocupados crônicos?
Se procurarmos por uma definição de preocupação , acharemos conceitos ligados a ideia fixa e antecipada (interessante perguntar se pessoas ansiosas se preocupam mais ou pessoas preocupadas são mais ansiosas?) que produz sofrimento, além da ideia de responsabilidade , atenção e pensamento constante e dominante .
Quando estar preocupado passa a atingir várias áreas de nossa vida, limitando-nos
a ponto de limitar também o nosso prazer e satisfação, nos trazendo sofrimento diário e limitando nossa forma de ser no mundo,podemos ligar uma luz de alerta.  
Pessoas ansiosas costumam estar preocupadas grande parte do seu tempo. A preocupação não surge como algo natural, que brota , é refletida e deixada ir. A pessoa costuma se apegar a essa preocupação e leva-la para todos os lugares.
Pensamentos como não quero deixar escapar nada;se continuar pensando um pouco
mais, talvez consiga compreender; não quero ser pego de surpresa quero ser responsável, podem reforçar a ideia de que devemos estar sempre pensando nos problemas e acabam alimentando o ciclo de preocupações.

Preocupados crônicos se preocupam com situações grandes mas também se preocupam com situações cotidianas . Ao se preocuparem com quase tudo e terem sentimentos como ansiedade e medo, eles condicionam seus comportamentos de evitação e fuga e continuam reforçando essa forma de ser no mundo(vou explicar melhor mais pra frente). Uma pessoa que antes estava preocupada, por achar que essa é a ÚNICA forma de ser, se define como preocupado. Eu sou preocupado passa a ser a frase que o define ao invés de estou preocupado.
A preocupação , na verdade, é uma forma de se adaptar ao mundo em que essa pessoa vive, é uma forma de lidar com os problemas e evitar que algo pior aconteça. Entretanto, assim como tudo na vida, usar somente uma estratégia para tudo, de forma generalizada, se torna disfuncional.
Pessoas que estão constantemente preocupadas costumam ver o mundo de forma pessimista, veem o mundo pelas possibilidades de  fracasso, rejeição , perigo e acreditam que suas previsões estão sempre corretas. Por isso, eles ficam atentos a qualquer sinal de ameaça , às vezes, até mesmo interpretando um sinal como ameaçador sem antes verificar se ele realmente é.

Crenças muito comuns para preocupados crônicos são:
  • Acreditar que pensar muito sobre um problema ajuda a achar a solução.
  • Acreditar que o mundo é perigoso.
  • Acreditar que não consegue lidar com o mundo, nem com seus sentimentos e pensamentos.
  • Sente que se preocupar é ser responsável.

Uma coisa é certa, ao pensar demais em um problema, deixamos de sentir. Parece lógico, mas não percebemos que estamos pensando demais para evitar nossos sentimentos. A preocupação é uma forma de tentar deixar somente seu lado racional agir.

Logo, existe um ganho ao se estar preocupado e por isso a pessoa pode se manter nesse ciclo. Ao ficar se preocupando, a pessoa "não sente" sua ansiedade, ela guarda dentro de si. Logo, a ansiedade parece diminuir ao se preocupar. Quando ela para de se preocupar, a ansiedade parece voltar e ela volta a se preocupar para evitá-la. Contudo, ai está o cerne de tudo. Não é que a ansiedade volta, ela sempre esteve ali, porém como você não quer senti-la, você a suprime temporariamente.

Repare que pessoas que estão muito preocupadas encontram-se em estado de alerta, atentas a tudo. Isso já demonstra que a ansiedade está presente.

Outro ganho aparente que a pessoas preocupadas podem acreditar ganhar é o controle. Ao se preocupar, acredito que controlo minhas ansiedades, meus medos e controlo a situação.

Essa tentativa de controle acontece , principalmente, em consequência da  visão pessimista de mundo e das crenças negativas sobre as emoções. Ter medo das próprias sensações e sentimentos pode te fazer acreditar que não se pode ter, compreender ou sentir nada do que você sente. Além disso, sentir dois sentimentos ao mesmo tempo, por exemplo, pode te deixar confuso e justamente por fugir ao seu controle, você se preocupa.

No fim, a preocupação, que brotou como uma estratégia de adaptação à realidade, como um tentativa de se ter certeza sobre algo, pode te fazer sentir mais insegurança e mais incerteza sobre tudo. Em vez de você conseguir lidar com suas emoções , você as evita e pensa sobre elas mas não as sente. Concluindo : preocupar-se demais te prende em um ciclo constante de preocupação , produzindo mais problemas para resolver.

Como lidar com tudo isso? Aceite que você tem sentimentos, sinta-os, dialogue consigo mesmo para entender o que seus sentimentos querem lhe dizer. A partir dai, pense nas milhares de possibilidades que você pode ter, não pense somente como você costuma pensar (imagine que essa situação ocorre com outra pessoa e como ela poderia resolver isso). Aceite o que você pode fazer agora. Se preocupar não irá mudar a situação.

Tenha em mente que sofremos, principalmente, porque as coisas mudam. Mudança nos remete à incerteza, ao novo, a possibilidades.

Ao ter uma visão pessimista de mundo, acreditaremos que a mudança trará problemas que não conseguiremos lidar. Problemas irão surgir, isso é fato, mas como lidamos com eles e como os vemos, fazem muita diferença.  Podemos encarar o novo como algo assustador e nos reconfortar no que é conhecido. Mas nem sempre o que é conhecido nos faz bem. Podemos encarar o novo como uma possibilidade de ser diferente, aprender e crescer. Podemos aprender com os nossos sentimentos ou podemos suprimi-los porque é mais confortável no momento. Tudo são escolhas que fazemos , mas ainda sim, sempre podemos escolher diferente, sempre podemos mudar a nossa rota.

Várias informações foram tiradas do livro Como lidar com as preocupações: sete passos para impedir que elas te paralisem você de Robert L. Leahy, editora Artmed (2007).



terça-feira, 1 de setembro de 2015

Links interessantes

Existem vários sites com conteúdos interessantes e que merecem ser compartilhados. Deixo abaixo alguns links bem interessantes que vi essa semana :





  •  http://mel-meow.com/uma-longa-noite-aprendendo/Neste link você poderá encontrar uma HQ sobre procrastinação. A história foi muito bem feita e está cheia de técnicas e estratégias para lidar com a procrastinação na hora de estudar. Vale a pena dar uma olhada.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Já parou para pensar como costumamos achar que sabemos o que a outra pessoa pensa ou como ela vai agir?

Já parou para pensar como costumamos achar que sabemos o que a outra pessoa pensa ou como ela vai agir? Dizemos: ahh, não vou falar isso pra fulano não, ele vai rir de mim!  ou Fulana não me respondeu porque sou uma péssima pessoa.
Milhares de pensamentos como esses podem surgir porém, eles são crenças pessoais nossas e não significam que correspondem ao que a outra pessoa pensa. Nem sempre o que percebemos é a realidade.
Um exemplo disso pode ser visto no vídeo Appearance and Reality que mostra que o que vemos externamente e o que se passa por dentro daquela pessoa pode ser bem diferente:


Além do fato de que o que percebemos nem sempre corresponde a realidade,uma pessoa, também, pode reagir de diversas, milhares de maneiras ao que você fala,pensa,faz, contudo, costumamos  ver somente uma possibilidade.
Nas frases citadas no começo de texto podemos indagar o que faz você achar que a pessoa irá rir de você? O que te faz achar que ela não te respondeu por você ser péssimo? Aliás, o que te faz achar que você é uma péssima pessoa?Uma pessoa pode não ter te respondido por vários motivos (como estar ocupada, não ter visto sua mensagem, querer um tempo pra pensar em como te responder....) assim como a forma de reagir a um comentário, como já dito anteriormente, é diversa e enorme.
Mais um exemplo interessante de como isso ocorre pode ser visto no vídeo abaixo da propaganda do cornetto, que mostra a mesma situação vista do ponto de vista de 2 pessoas:



Diante de tantas possibilidades , porque não nos aventuramos e pensamos além ? Podemos começar a nos questionar e tentar ver cada situação de forma mais ampla e profunda! Bora tentar?

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Marcas

Estava pensando como as pessoas que conhecemos, as lembranças que guardamos e o aprendizado adquirido deixam marcas em nossa vida. Temos inúmeras possibilidades para cada uma delas. 


Podemos transformar lembranças em conquistas ou em lições, podemos passar nosso conhecimento a alguém, podemos trazer um pouco de cada pessoa conosco, podemos reciclar o que não foi bom, entre outras ideias . No fim, a vida é feita de milhares de 'marcas' deixadas por várias pessoas, animais, situações,pensamentos... 

E essas marcas dão sentido a nossa vida.
Helene Leroux deve ter pensado nessas coisas ao fazer o vídeo Floating in my mind. Essa é uma animação muito interessante  e mostra um pouco dessas "marcas" deixadas em nossa vida. Vale a pena ver:



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Por que um psicólogo não costuma me dizer o que fazer em relação aos meus problemas?


Na  terapia , muitos psicólogos irão descobrir aquela pessoa à sua frente, irão descobrir junto à própria pessoa os seus medos , dilemas, sentimentos , forma de agir e ser no mundo. Isso não é  uma tarefa rápida . A cada dia descobrimos algo novo , a cada dia acrescentamos ou alteramos algo no nosso repertório. Logo, querer que alguém te dê uma direção só de te ouvir uma vez não é  cabível.  É claro que o psicólogo consegue perceber algumas coisas desde o começo, mas não passam de hipóteses  que devem ser analisadas ao longo da terapia e junto com a pessoa.

Porém, o fator que mais importa na questão de dar ou não uma solução a seus problemas é que se o o psicólogo sempre te der as respostas , ele não irá estar te vendo como uma pessoa sensacional, capaz de lidar com seus problemas. Se sempre recebemos uma resposta ou somos direcionados a qual caminho seguir, podemos nos tornar dependentes e achar que não podemos tomar nenhuma decisão em nossa vida por conta própria .No fim das contas,   podemos achar que somos incapazes.

Todos deveriam saber que nós somos capazes de lidar com o nosso problemas, por mais difícil que ele seja. 




Um exemplo disso é o vídeo 'as cores das flores'. Nesse vídeo ,uma professora pede a seus alunos para escreverem uma redação com o tema as cores das flores. Um dos alunos é cego (Diego ) e por não ver as cores poderia não saber como resolver o problema da redação. Alguns alunos tentam ajudá- lo dizendo quais são as cores que existem e como elas as percebem ,porém se Diego fizesse sua redação com base na percepção dos outros não seria a mesma coisa. No fim, ele arranjou a solução dentro dele e conseguiu fazer uma redação assim como os outros alunos. Ele poderia ter aceitado a solução que deram a ele mas não viria dele .Ao achar a solução por si próprio, ele afirma que é capaz e uma pessoa fantástica. Claro que podemos ouvir a opinião do outros, isso é válido,  afinal alguém pode ter uma percepção diferente da nossa e que muito nos acrescentaria. Contudo , a decisão tem que ser nossa!
O que o psicólogo irá fazer é achar caminhos (que já estão em você) COM VOCÊ e aumentar sua percepção para que VOCÊ consiga tomar a decisão. 
A terapia não acontece de um só lado, ela acontece principalmente com a sua participação e sua vontade. O psicólogo estará lá como um facilitador para a sua capacitação e investimento em si mesmo.


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Conselhos para o seu relacionamento(presente ou futuro).

Cada relacionamento é único e tem suas características diferenciais, porém alguns padrões podem ocorrer. E é claro que a experiência ajuda a enxergar esses padrões. Tracey Cox, autora de livros sobre relacionamentos e temas relacionados a essa temática, dá alguns conselhos interessantes:


  • Estabelecer-se com seu primeiro amor não é tão estúpido quanto você pensa. Muitos dos melhores relacionamentos são aqueles em que os casais ficaram juntos cedo, mas também permitiram  o outro a crescer separadamente.
  • Pare de dar desculpas a si mesma/o. Adote a filosofia que diz que se ela/e está interessada/o , ela/e vai estar interessada/o . Não se iluda .
  • Montanha russa - altos e baixos -  não são  paixão, eles são um sinal de incompatibilidade. Ter calma é bom.
  • Parar de analisar e comece a desfrutar onde você está. Vocês dois irão relaxar e dar ao relacionamento uma chance de sucesso .
  • Demonstrar ciúmes não vai impedir que as pessoas te traiam ou te deixem,isso irá encoraja-las. Quem quer viver com alguém que é suspeito de todos os seus movimentos?Constantemente duvidar como alguém se sente em relação a você e dizer 'Você realmente não quer dizer isso’ faz com que elas duvidem de si mesmas. Você está ansiando por segurança mas é a sua insegurança que irá afastá-las.
  • Aposte alto. As "apostas seguras" são tão capazes de te largarem ou te tratarem mal como os parceiros mais arriscados ou mas mais atraentes. Você pode muito bem ir para o que você realmente quer.
  • Pare de esperar que o amor seria como você pensou que seria. Quem você acabar ficando junto provavelmente será nada parecido com o que você imaginou. Dê uma chance às pessoas. Você provavelmente não será como eles estavam imaginando também.
  • Relacionamentos amorosos  não são tudo. Você não pode simplesmente pegar o amor de um parceiro. Amizades próximas, família, animais de estimação, carreira, livros, viagens, comida e vinho, tudo nos da prazer.
  • Só porque seu pai/mãe lhe deixou, não significa que todos os homens/mulheres vão.Eles/elas não são ele/ela.
  • Mudar é bom. A definição de estupidez é repetir a mesma experiência e esperar um resultado diferente. Se você sempre faz o que você sempre fez, você sempre terá o que você sempre tem.
  • Veja o que está realmente lá, não o que você quer ver.
  • Nada é menos atraente do que desespero. Mas não é estar desesperado admitir que você gostaria de um relacionamento e / ou crianças.
  • Cuidado com o que você deseja. Como adultos, todos nós tentar recriar a sensação predominante que sentimos durante a infância. É o que estamos acostumados e que nos faz sentir confortável, mesmo que esse sentimento fosse negativo.


  • Você não vai encontrar o relacionamento correto até que você esteja pronto para isso. Se você é amargo , cínico, muito vulnerável , com o coração partido ou realmente confuso de alguma forma , faça uma pausa.
  • Se vocês terminaram e voltaram várias vezes , vocês são incompatíveis . Vocês estão sendo atraídos de volta para o outro por outros motivos e não por amor. 
  • O amor não é suficiente. Você também precisa de boas habilidades de comunicação , empatia, um desejo para que ele funcione e flexibilidade.
  • Se você está tentando muito  e o relacionamento ainda não está funcionando, você está no relacionamento errado . Quando você encontra o relacionamento certo  é fácil porque você está trabalhando com o outro. Alguns casais são uma mistura tóxica : os dois trazem o pior um do outro .
  • Mesmo se você é deixado com o coração partido , pelo menos você foi corajoso o suficiente para tentar . É preciso coragem e confiança para permitir-se apaixonar em primeiro lugar.

  • Vocês dois precisam sentir que você está fazendo um bom negócio . Não importa se um é mais bonito , mais rico ou mais espirituoso , o que importa é o equilíbrio.
  • Você sairia com você? Se você não iria, se resolva.
  • O álcool faz as coisas mais difíceis, não mais fácil. Pelo menos ,se vocês estiverem  remotamente sóbrios, você tem metade de chance de descobrir o que diabos deu errado.
  • Não diga às pessoas o que você não quer que eles façam. Diga-lhes o que você quer que elas façam e você vai obter resultados.
  • Há coisas piores do que a infidelidade física. O homem/ mulher que limpa a sua conta bancária, caminha para fora quando as coisas ficam difíceis ou é um mau pai/mãe é tão ruim quanto um traidor.
  • Se você já perdoou traições mais de uma vez, você está dando a sua permissão parceiro/a para continuar a fazê-lo durante o tempo que estão juntos. 2 vezes e ele/a está fora. 
  • Você quer ter razão ou você quer ser feliz? Se qualquer um de vocês está mais interessados em marcar pontos do que resolver a questão, você vai passar seu relacionamento protegendo-se.
  • É absolutamente aterrorizante estar apaixonado , porque você não pode amar sem estar vulnerável. Você não é o único que está com medo .
  • As três coisas que você te ajudam a passar pelos momentos verdadeiramente difíceis : um senso de humor , química forte e uma capacidade de ver as coisas do lado do seu parceiro/a.
Fonte: Daily Mail.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Nossa Despedida

Olá a todos!

Inauguro esse blog com um texto de um site que gosto muito, o sábias palavras.
Esse texto aborda o momento do término de um relacionamento de uma maneira peculiar. Às vezes precisamos deixar que esse relacionamento acabe para que possamos nos reconstruir, pois nos confundimos tanto com o outro que passamos a achar que somos um só, literalmente. O que você sentia, pensava , a rotina do seu dia e todos os seus planos eram feitos em prol do outro e você já não existia mais no meio daquela relação. Falar em culpa não vem ao caso, até porque uma relação não se constrói ou se mantém de um só lado. 
Às vezes você se enquadrou no modelo de outro pensando ser essa a solução e quem sabe no futuro esse modelo mudasse. Não foi uma boa escolha! Não devemos nos relacionar com o outro esperando que se usar de certo jeitinho  ele vai  mudar. Essas são suas expectativas para o relacionamento e não do outro. Você decidiu se encaixar nesse modelo e corresponder a essas expectativas  esperando , quem sabe, que o outro correspondesse às suas expectativas. Por que?  Talvez para suprir alguma necessidade sua, talvez por medo de ficar sozinha, talvez por achar que essa é a unica maneira de um relacionamento durar. Devo te dizer: NÃO É!
Mas não se culpe, essa foi UMA escolha e você terá várias ainda daqui para frente. Isso te traz novas oportunidades, novas possibilidades, novos caminhos. 
Esse texto abaixo nada mais é que uma carta de despedida, lamentos e pontos finais que encerram esse ciclo e começam outro.Lembre-se que sempre que um ciclo se fecha, outro se abre.

PARA MEU RECOMEÇO: NOSSA DESPEDIDA.
Se você está lendo isso agora saiba que é tarde demais. Não sei se faz um dia ou um ano desde que escrevi esta carta a você, mas nada mudou. Disso eu sei.  Eu já parti, saí da sua vida tão sorrateiramente quanto entrei. Talvez me arrependa disso amanhã, mas honestamente pelo tempo que estive contigo perdi a conta do calendário. Não sei mais sequer quem hoje sou! A culpa disso foi sua. Mas nem de todo mal é feita a culpa, eu que achei que pudesse esperar a vida toda e não pude. Aliás, quem é que pode? Quem é que aguenta tornar a insistência uma concorrência para o coração?
Meu bem, eu fui vencida pelo cansaço quando bati a sua porta naquela madrugada, quando fingi não te ver dando mole para outras, quando mesmo assim te deixei despir minha roupa. Eu achava que você me via como um porto seguro, mas por muitas vezes não passei de sua válvula de escape. Você não faz ideia de quantas noites esperei ao lado do telefone qualquer proposta presunçosa de ser casual. Eu queria que você me quisesse por uma vida inteira, e continuava a aceitar ser tua por uma noite mal dormida. Mas hoje da mesma forma que me sinto dilacerada estou absolutamente mais forte; não se doa em mil pedaços sem se reivindicar cada parte. Hoje, qualquer coisa é muito pouco, todo mundo é muito gente. Tem que fazer valer, tem que fazer querer. Não te deixei por pouca coisa, eu te troquei pela minha liberdade.
Aprendi que não podia controlar suas escolhas e, às vezes, ao invés de teimar em te provar a coerência do meu lado devia simplesmente ter aceitado sua divergência. Aprendi que você não me compreendia sem palavras, e mesmo quando eu as dizia, relutava em concordar. Sinceramente, eu devia ter feito menos, tentado menos, sentido menos. Mas quando a gente se entrega demais tende a achar que exista uma fórmula mágica de recompensação. Aprendi que isso não existe, algumas pessoas nunca conseguirão ver quem tiveram do lado mesmo depois de perdê-las. Aliás, aprendi muito sobre perda, sabe? Não dói por aquilo que temos, mas pelo o que nunca tivemos. Dói pelo o que gostaríamos de ter e acabamos nos acovardando no receio de deixar escapar uma chance.
Por muitas vezes, me perguntei que chance era essa, se amor era mesmo esse bicho de sete cabeça com qual lutávamos desde quando nos conhecemos. Se iríamos esquecer de antigas rupturas quando selássemos novas memórias. Ou melhor, boas memórias. Há algo de sobrenatural e divino em toda história que já ouvimos que nos faz acreditar que para o amor acontecer tem que está escrito, tem que ser destino. Mas, mais do que nunca, acredito que o destino é puramente força de vontade. Talvez se tivéssemos dado tanto certo quanto eu te pedia nem sequer fôssemos nós mesmos, e como poderíamos amar a quem não conseguíamos conhecer?
Se você leu até aqui, saiba que não volto atrás. Eu achei que pudesse te esperar a vida toda, mas quem sabe o que esperar da vida, afinal de contas? Sinto o que você, talvez, nunca possa entender de tão forte quanto contraditório. Ainda que eu saiba que isso não vai mudar nada, não consigo evitar a nuvem de conflitos que paira sob minha cabeça lembrando do que fiz e do que podia ter feito. Sinto-me grata por tudo que aprendi com você, mas agora sou eu que faço as escolhas. Posso tropeçar novamente e até cair, mas essa caminhada é minha e sei que sempre vou me reerguer. Sobretudo, sinto muito por você que não aprendeu que amor verdadeiro é dado de graça a quem merece, e não a quem persiste. Não sei se faz um dia ou um ano desde que te escrevi esta carta, mas te deixei para trás, te deixei livre. E torço que, logo, aprenda a não deixar quem te ama ir embora.  Escrito por Samantha Silvany.