"Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta, e vai se fazendo. Eu, no ano que estamos, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado e não no presente."


terça-feira, 18 de abril de 2017

Procurando por alguém?


Tem alguns dias que vejo alguns amigos e conhecidos meus reclamando da falta de ter alguém e coincidentemente li um texto que acabou me inspirando a escrever algumas coisas sobre isso. Às vezes estamos tão carentes que só queremos alguém ali. Não o João, a Flávia, ou o Otávio,alguém qualquer. Que só não seja detestável ou repugnante. Só queremos alguém pra tampar o buraco que nós mesmos não conseguimos fechar, alguém pra ocupar o vazio que sentimos e não sabemos lidar. Então, qualquer pessoa serve. Só precisamos ocupar esse espaço pra não ter que lidar mais com ele, pra não ter quer encontrar um sentido, uma explicação ou uma solução mais demorada.

Alguém que te distancie do real problema, e te faça depositar toda a sua esperança nele ou nela. 
Mas pensa bem,se a sua busca é por qualquer pessoa, será que na verdade você não procura por você mesmo? 
Será que sua solidão e carência estão mascarando questões mal resolvidas por você ? 
Se assim for, esse alguém que você tanto procura poderia muito bem ser você, por que não? Imagina que sensacional seria ter esse vazio preenchido por você mesmo, tornando-se completo consigo mesmo? 
Aí quando aparecer um ricardo ou Amanda, será para somar e não ocupar o lugar que deveria ser ocupado por você. ♡


terça-feira, 8 de março de 2016

Cansei

Ultimamente ando vendo tanta crítica que Cansei .
Cansei dos outros falarem que estão sofrendo, se abrirem e se exporem ao mundo e isso se transformar em competição.
Competição de quem sofre mais,de quem merece sofrer . O que  é  isso de ter que merecer sofrer?? Alguém gosta de sofrer ? A maioria das pessoas não quer sofrer. NÃO  QUER . E ISSO NÃO É MOTIVO PRA VIRAR COMPETIÇÃO. 
O sofrimento de um não invalida o outro. Não é uma porcaria de uma competição!!!!!
NINGUÉM está isento de sentir na pele. Quer reclamar? Reclame dos padrões que na verdade são impossíveis (ninguém vai se encaixar neles), reclame da falta de sensibilidade, reclame da falta de contato e empatia com o outro, reclame dos julgamentos.  Mas não reclame se o outro sofre e você não sofre com aquilo. Nenhuma característica invalida o sofrimento de ninguém. O sofrimento pra aquela pessoa é real e não importa se você acha que ela não deveria sofrer. Você não é essa pessoa . Tenha mais empatia !!! Tenha mais amor. Pare de brigar com o que não se deve. O meu sofrimento não invalida o seu.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Vou me divorciar. E o meu filho(a), como fica? Parte 2

Devo me separar?

 Diversas pesquisas demonstram que hoje há uma mudança nas expectativas em relação ao casamento e nos papeis conjugais.
Uma das principais mudanças no contexto do casamento no seculo XXI é a valorização da subjetividade. O casamento, anteriormente, foi colocado como projeto principal de muitas pessoas porém hoje em dia, o foco está na valorização pessoal, sexual, profissional, ou seja, a valorização do sujeito como um ser diferenciado e que garante sua felicidade por si só. Logo, o casamento hoje ocorre em um ambiente onde se preza pela autonomia individual e pela diferenciação entre o casal e cada membro.O espaço é compartilhado mas a liberdade e autonomia deve ser preservada.
Ainda nesse contexto de preservação da individualidade, pode-se ver que os casais prezam pela reciprocidade e menos pela  obrigação, logo, não há mais a mesma força dada à frase "até que a morte nos separe'. Alguns estudiosos afirmam que no casamento hoje valoriza-se mais a intensidade do que a eternidade.
Muitos casais acreditam que para haver o casamento é necessário o amor(um conceito subjetivo), sendo este medido hoje em dia pela intensidade. Por essa concepção de amor, o relacionamento deve ser intenso  e quando não é, consideram que o amor acabou. Confunde-se paixão com amor.  Criam-se relacionamentos superficiais  e efêmeros, que criam laços mas laços frouxos que podem ser facilmente desfeitos. Formam-se  vínculos mas vínculos frágeis. Como alguns dizem, cria-se o amor liquido.
As pessoas se casam motivadas por fatores subjetivos como companheirismo, amor, segurança emocional e motivadas também por desejos e expectativas em relação ao companheiro. O peso maior está na relação e não no casamento em si como uma instituição. Não vai ser a família ou a sociedade que vai ter maior influencia nessa escolha e sim o que cada um percebe em relação a sua felicidade no casamento.
Ou seja, são suas expectativas e a do parceiro e fatores subjetivos que movem e mantém ou não o casamento.Resumindo, as pessoas não aceitam mais que o seu parceiro não corresponda às suas expectativas de felicidade e por isso rompem a união,
Quando um casal se separa é porque essa relação não corresponde mais às suas expectativas, aos seus desejos, seja porque o casal não quer mais lutar por essa relação, seja porque há desrespeito, seja porque os dois simplesmente não querem mais. 
Atente-se que independente do motivo,  todos os motivos indicam um problema visível: a separação física ocorre quando já há uma separação, um distanciamento afetivo entre o casal.O distanciamento em si não é o problema real mas sim consequência. No fim, cabe ao casal decidir o que fazer quanto a esse distanciamento e quanto as causas que levaram a ele. Não é fácil analisar o que esse distanciamento quer dizer, ainda mais em dias em que o superficial é a regra. Analisar requer que nos envolvamos nisso tudo e que vejamos nossos erros também, parar de culpar o outro e sair desse lugar de cima. Requer que nos façamos presente .
Tire um tempo pra você, passe um tempo com pessoas queridas, repense e esfrie a cabeça e tome sua decisão depois de tentar  ver mais de um angulo do seu problema.
Não tem problema em pensar e analisar o que te faz pensar no divórcio,na verdade, essa é uma das melhores estratégias : pare e pense (não fuja, fugir não vai solucionar nada). Contudo, não pense tudo de uma vez, vá com calma.Uma boa noite de sono pode nos ajudar a clarificar e entender melhor determinados aspectos. E por fim, converse com seu parceiro/parceira e escute o que ele/ela tem a dizer.


Algumas perguntas podem te ajudar a refletir sobre essa decisão:

      1)O que eu espero do casamento?
      2) Pergunte a si mesmo: minha expectativa em relação ao casamento é tão grande que me torna inflexível?
      3)O que me faz querer me separar?
      4)O que me faria continuar junto nesse relacionamento?
      5)Eu ou meu filho(a) estamos em perigo devido a esse relacionamento?
      6)Estou disposto a ouvir e flexibilizar se necessário?
      7)Meu parceiro(a) está disposto a ouvir e a flexibilizar se necessário?
      8)Como eu lido com os problemas que surgem no relacionamento?
      9)O que me faz feliz ? Quantas vezes por semana tenho feito algo que me faça feliz?


*Nesse momento, a terapia de casal pode ajudar e muito a identificar os problemas reais ( e não ficar preso em falas de acusações ) e ver possíveis soluções a esses conflitos. Mas para tal, é necessário que os dois se desprendam desse lugar de acusar o outro e se proponham a escutar e praticar a mudança. 


*Deixar de se separar por conta dos filhos não é garantia de um ambiente saudável e bom para os eles. Muitas vezes o casal continua junto mas briga constantemente, tornando o lar e as relações  destrutivas e transformando a família em um ambiente de guerra. O filho(s) não saberá qual lugar pisar dentro de casa sem que seja atingido pelas bombas que os pais jogam e não saberá como se proteger disso tudo. Mesmo se não for uma guerra declarada, o seu filho percebe que há algo errado e se nada é feito para mudar , é provável que piore.


)

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Vou me divorciar. E o meu filho(a), como fica?

Ao se consultar as estatísticas  do Registro Civil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e outras diversas fontes (revistas, jornais, pesquisas de campo...) consta-se que o número de divórcios no Brasil é  muito alto. E muitos desses casais que resolvem se separar possuem filhos.

Dada essa grande demanda, muitos pais procuram ajuda ou tentam lidar com isso da melhor forma possível. Porém, muitos  não sabem como lidar com o divórcio e muito menos como lidar com os filhos nesse momento tão delicado. 

Por esse motivo, farei algumas postagens direcionadas ao divórcio e enfrentamento do mesmo quando há filhos resultantes dessa união. 

Começo indicando uma cartilha feita pelo CNJ , chamada Cartilha do Divórcio para os Pais. Essa cartilha possui várias informações importantes e procura orientar os pais nesse processo de separação.

Primeiramente, seria interessante atentar que apesar de estar focando no divórcio, que é  o rompimento legal do vínculo estabelecido pelo casamento civil, a separação de vínculo formado pela união estável ou a quebra de qualquer outro tipo vinculo onde existia comunhão de vida também produz efeitos semelhantes nos filhos. Ou seja, independente do tipo da separação, os filhos devem ser orientados e compreendidos nesse processo.


Como já dito por vários meios de comunicação, familiares, estudiosos e sociedade no geral, o divórcio pode trazer diversos problemas. A realidade dos pais, da criança e dos familiares é alterada. Todos precisam se adequar a uma nova formação de família e ao processo de mudança que isso acarreta.

Apesar da realidade mudar, os pais devem se lembrar que seu papel ainda continuará o mesmo.
Os motivos que levaram aquele casal a serem pais podem ser diversos: por amor, por acreditar que o mundo pode ser melhor, por ser um rito de passagem, por  gostar de crianças, para crescer, para entender seus pais, por descuido... Cada um terá seus motivos pessoais mas nada tira o fato de que esse papel de mãe e de pai continuará até o final da vida de seu filho(a), independente do que vocês decidam como um casal ou separadamente. Sua vida amorosa não exclui esse seu papel!!
Logo, o divórcio não deve separar filhos dos pais. Quem estão se separando são os dois, como um casal, e  não como pai/mãe do filho(a).







Segunda parte em breve.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Ensaios de Ironia

            Hoje irei falar um pouco sobre o Blog de Marcos Rocha: Ensaios de Ironia. O blog começou a pouco tempo e já demonstra ter grande potencial para promover reflexões. Ele contém diversas postagens interessantes, com criticas e reflexões sobre a politica, religião e situações do cotidiano. Se você  gosta de crônicas, aproveite que lá é um prato cheio para você!

Confira abaixo :